19 de novembro de 2009

Não é que eu esteja postando pouco. Só estou tentando fazer o meu post de natal do ano passado ficar na mesma página do meu post de natal desse ano. Meu TOC isso. =)

13 de novembro de 2009


Muita gente por aí diz que não gosta de baratas. Eu prefiro dizer que são elas que não gostam de mim.
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Quando eu morava numa casa de dois andares cercada de mato, até entendia os ataques no banheiro ou ao meu quarto na calada da noite. Mas quando eu continuei a me deparar com aquela presença cascuda e cheia de patas mesmo morando no décimo primeiro andar de um edifício recém-construído, tive certeza: é cisma.

Vez ou outra uma aparece no banheiro ou me surpreende num rasante da cortina até o tapete. A última vez foi invasão ao closet com direito a emboscada no corredor. E acredito piamente que, neste, exato momento deve estar acontecendo em algum desses esgotos da vida uma reunião extraordiária para decidir a próxima visitinha.
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Preciso urgente de uma outra casa.

5 de outubro de 2009

Acontece que eu estou tentando começar um nanonegócio (sim, minha empresa é ainda menor que micro).
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Digo "tentando" porque não é fácil acordar todo dia com o mesmo ânimo. Ainda mais quando rola dupla jornada de trabalho, quando o fornecedor atrasa, a coisa não fica boa como você planejou, rola prejuízo...
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Não, não vou falar ainda do que se trata. Mas final de outubro vou contar tudo tudo tudo. E espero que se tornem, além de leitores, meus clientes. Abraço.

19 de setembro de 2009

Vai chegando outubro e logo eu lembro da história do balão...


Eu era criança, tinha uns 8 anos e era louca por esses balões flutuantes com gás hélio. Mas não qualquer um. Gostava dos prateados, redondos, grandes... igualzinho ao que minha mãe trouxe da procissão do Círio pra mim.

O tal balão logo virou o brinquedo preferido. Barbie? Pogobol? Que nada. Eu dormia com ele amarrado ao pé da minha cama e, acredite se quiser, até levava pra passear. E aquela "amizade" ia crescendo com a mesma rapidez que ele ia murchando.

Talvez prevendo seu fim, o balãozinho fez então uma peripécia digna de um senhor Fredricksen. Numa manhã, enquanto eu estava no colégio, o danadinho se soltou da minha cama, escapoliu por uma janela, voou até o prédio em frente à minha casa e, sob os gritos desesperados da minha mãe, foi agarrado por um cara que estava patetando em sua sacada.

Infelizmente, ser um balão bravo e aventureiro não o salvou de morrer dias depois. Em "homenagem", durante anos guardei o plástico prateado murchinho murchinho em uma gaveta de lembranças. Hoje guardo mesmo é a lembrança da infância boa que a mamãe sempre quis que eu tivesse.

16 de setembro de 2009

Não é morte gente, é só catalepsia.


Eu tinha um novo tema de post, juro.

Tava pensando nele no trânsito, vindo pra casa.

Pô, tava aqui agorinha.

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E assim vai para o limbo mais uma boa ideia.

Saco.

31 de julho de 2009


Como uma espécie de passatempo para aliviar a longa espera nas filas do supermercado, costumo observar as cestinhas dos casais e, a partir disso, captar as mensagens subliminares presentes em cada uma delas. Abaixo a conclusão de algumas observações recentes.
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- Cervejas, amendoins e garrafinhas de ice
Muito sexo
- Fraldas, leite infantil e balas
Sexo? Que isso?
- Verduras, frutas e produtos integrais
“Meia-idade chegando, vamos nos cuidar”x
- Refrigerante de laranja, cola e guaraná de 2 litros
“Somos gordos, mas o que importa é o amor” x
- Pipoca de microondas e refri
“Já que não temos grana pra sair, vamos ver filmes e fazer sexo de novo”x
- Miojo de camarão, carne e galinha caipira
"Devíamos ter umas aulas com o Claude Troisgrois" x
- Carrinho no lugar da cestinha
"Nada como o dia do pagamento"






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14 de julho de 2009

Como o tempo é traiçoeiro. Mal acordo e são 7. Mal escovo os dentes e são 8. Mal chego ao trabalho e já são 9. E eu fico sempre com essa sensação de que ele diminuiu. Se foi. Me abandonou. O dia passa e eu continuo. No meio da noite como se fossem 2 da tarde.

Falta tempo ou eu que distribuo mal as horas? Deixo o amor em dia e os projetos na gaveta. Coloco a diversão na frente dos problemas que deveriam ser inadiáveis. Que mal tem? Que bem faz? Se você não pode voltar, ao menos pare pra eu te fazer valer a pena.

Palavra-chave: cansada de relógios.

11 de julho de 2009

Acho que a borboleta é o exemplo vivo de que uma boa mudança vale a pena. E foi pensando nisso e em tudo que eu tenho (e não tenho) feito da minha vida nos últimos anos, que percebi: não estou mais feliz na condição de lagarta. Vai ser doloroso, difícil, mas agora é tarde e eu não quero nem saber. Prazo final: novembro de 2009.

8 de junho de 2009

Nada me deixa mais desconcertada que ouvir a frase "você é bonita". E não falo de cantada não. Pode vir de criança, velho, mulher ou homem. Mas é ouvir as três palavrinhas que toda a minha segurança de beleza mediana vai por água abaixo. Passo a calcular cada movimento. Evito bocejar, mastigar e até sorrir, com receio de ficar estranha e fazer com que a pessoa repense o elogio.
Ser bonita é, sem dúvida, uma dessas responsabilidades que só combinam com gostosas e modelos. Nessas horas sou é
como a mulher insegura de 100 quilos que operou o estômago e hoje, com 54, continua a mesma.

29 de maio de 2009

Eu devia postar mais e trabalhar menos, mas é que não dá. Estou numa dessas fases boas que as ideias chegam facinho e não fico duvidando do meu talento. Melhor aproveitar. Mas tem sim um post quentinho vindo por aí. E acabou a sessão de cinema. Agora é realidade.

11 de maio de 2009

Vômito amarelo


Naquele sábado Lorelaine já se preparava para dormir quando sentiu um súbito e estranho mal estar. Com enjoo e uma forte dor abdominal, ela pega o primeiro táxi que vê e corre para o hospital em busca de algo que a faça se sentir melhor. Mas o que não sabia é que o pior ainda estava por vir. Em um forte esguicho de vômito, Lorelaine libera uma monstruosa criatura que espalhará terror e morte pela cidade. Novo clássico do trash movie, baseado em fatos reais.

29 de abril de 2009

Louca direção
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Todos guardam um segredo. O de Marilou é conversar sozinha enquanto dirige. Quando seu segredo é descoberto e ela é internada pela própria família em um hospício, descobre outros pacientes com a mesma mania. Agora, ao lado de seus novos amigos e de um simpático advogado negro, ela vai tentar reconquistar sua tão sonhada liberdade e mostrar que na verdade, não estava falando só, estava cantando. Do mesmo diretor de O Impostor de Renda, um drama que vai mudar seu jeito de ver as pessoas estranhas. Filme baseado em fatos reais.

23 de abril de 2009

O impostor de renda
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A publicitária Mary leva uma vida feliz e tranquila, até que uma ligação de sua antiga agência pedindo para que pegue sua cédula “C” muda o rumo de sua história e a envolve em um jogo de informações desencontradas, sustos e muitas dúvidas. Com a ajuda da sua mãe, do namorado e do seu cachorro de estimação com poderes especiais, Mary viverá então uma alucinante corrida contra o tempo, tendo apenas 5 dias para declarar o Imposto de Renda, livrar-se da malha fina e garantir o resgate de sua fortuna retida. Mas o que ela não espera é que um contador cheio de más intenções vai fazer de tudo para que a empreitada não tenha um final feliz. Filme premiado no Festival Moondance e ganhador do Leão de Cobre. Um alucinante thriller de ação baseado em fatos reais.

Soon











Excepcionalmente, os posts aqui veiculados serão escritos na forma de enredo de filme de ação, suspense, comédia romântica e aventura e todos serão baseados em fatos reais (afinal, essa é a moda, né?). A ideia é homenagear essa arte que todos nós amamos e trazer os antigos leitores para este blog abandonado. Quer fazer uma blogueira feliz? Então, pega a pipoca e senta aí.

16 de março de 2009

Alô! Ou ou ou ou ou

Ei! Ei ei ei ei ei ei ei

Alguém? Éim éim éim éim

24 de fevereiro de 2009


Já decidi o que vou fazer quando me aposentar, vou arrumar uma vaga aqui no Crocodilo Safari Zoo. Um espaço ainda mal divulgado, é bem verdade, mas que dá de mil no Emílio Goeldi. Pode não ter a mesma variedade de espécies animais, mas rola um respeito maior pelo habitat natural deles. A maioria dos viveiros é grande, alguns enormes. O dos jacarés, por exemplo, é um verdadeiro pântano. O contato com os animais também é maior e pudemos ver um jacaré de 4 metros bem pertinho. A parte mais legal, no entanto, é que muitos animais do Zoo estão lá só passando um tempo. Alguns são animais apreendidos em contrabando ou que sofreram maus tratos e estão se recuperando pra voltar à natureza. Bonito, não? O caminho até lá e mais detalhes, tudo aqui. x









































































7 de fevereiro de 2009

A última vez que apareci por aqui, ideia ainda tinha acento. Pra você ver como o primeiro mês em um emprego pode tirar seu tempo. Inclusive o tempo livre.
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Mas agora que a coisa tranquilizou deu pra voltar, bater ponto, ler os comments novos e, a melhor parte, navegar por todos os links que guardo aqui como forma de eternizar boas leituras e manter "por perto" pessoas especiais.
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Alguns são meros desconhecidos de quem, mesmo assim, conheço desde as pequenas falhas até os grandes dramas. A
Cristina, por exemplo, perdeu o marido quando estava grávida de Francisco, seu primeiro filho. E por mais que eu não curta blogs “diarinhos”, lembrei ontem que adoro o da Cris (assim mesmo, na maior intimidade).
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Mas ela não é a única. Cada blog aqui foi escolhido a dedo por me causar sempre uma surpresa boa. Tem os links feministas, os machistas (pra contrabalancear), os internéticos, os cínicos, os de bom humor, os de mau humor, os de mulherzinha e até blog deprê.
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Olhar um desencadeia o processo instigante de olhar os demais. Como quem pede todos os pratos do restaurante porque o cardápio inteiro é bom.

E eu começo logo a pensar em todas essas pessoas digitando e digitando no cotidiano de suas casas. Souvenirs na mesa do computador, adesivos de bichinhos do lado da tela, cachorro com o rabo a chicotear levemente a perna. Gente que escapa de seus dias comuns e se transfere para tela virando boa literatura, bom conteúdo. Coisa rara (raríssima) na internet.

31 de dezembro de 2008

Meu nome é falso. Meu cabelo é falso. Minha bolsa é de couro falso. Minha carteira é falsa. Meu colar é de pérolas falsas. Meu MP3 é falsificado. Até minha digital do Mercado Livre corre sério risco de ser falsa. E mesmo assim, cercada de mentirinhas, decidi ser totalmente verdadeira.

Quem me conhece sabe que eu falo mesmo. Falo tudo. Anteontem, por exemplo, quando meu chefe perguntou se eu estava triste por sair da empresa eu não poupei meu sonoro “Não”. Claro que não era exatamente o que ele esperava ouvir. Mas eu não posso fazer nada. Me acostumei com essa coisa de mudanças e, pra dizer a verdade, tô louca pra saber o que me espera.

Se tudo der certo vou criar muitas coisas bonitas e diferentes, ganhar muito dinheiro, fazer um curso bacana em Sampa pra desenferrujar um pouco.

Se tudo der certo também saio de casa esse ano e passo a viver os meus problemas e não mais os de todo mundo. Porque tem uma hora que bancar a madre Tereza dá mesmo é no saco.

Se tudo der certo eu vou ter certeza de que eu sou melhor, muito melhor do que meu analista. Tá, ele bem que tentou. O problema é que eu sou cabeça dura demais pra acreditar em tudo que ele me disse repetidas vezes. E quer saber, nem gosto mais de analistas.

Então, que a comilança acabe e apaguem-se os fogos no céu. Quero mais é que 2009 comece logo. E como o assunto todo veio dessa coisa de
verdades, é bom registrar que prometo ser um pouquinho mais verdadeira comigo também - meus desejos, necessidades, vontades. Mas claro que essa mudança não precisa esperar a meia-noite.
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Nota:
Amigo é a coisa mais esquisita do mundo. Porque o trabalho te separa dele, o casamento te separa dele, os filhos te separam dele, viagens te separam deles e, quando você vê, lá estão vocês de novo, juntos e conversando sem distância alguma.
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Um abraço a todos os amigos que encontrei esses dias. Vocês são mesmo uns tchutchucos. =)

26 de dezembro de 2008


Homem adora dizer que bebe todas. É quase uma vaidade para eles contar as experiências etílicas do fim de semana. Algo equivalente a uma mulher dizer que "limpou" uma liquidação de sapatos.

Por falar nisso, hoje no jornal da manhã uma das matérias mostrava um bloco chamado Império Romano. Um tal bloco de carnaval (?!) que sai dia de Natal desde a década de 70, mas que eu nunca ouvi falar. Basicamente homens enrolados em lençóis brancos, andando atrás de um trio elétrico menor que meu carro. Nas mãos, os onipresentes copos de cerveja. E cada vez que a câmera focalizava um grupinho de infelizes, eles erguiam o copo em um movimento que fazia lembrar o gesto de orgulho de um atleta carregando uma taça olímpica.

Mais uma daquelas coisas que nenhuma mulher minimamente evoluída é capaz de entender. Cerveja fede, não é chique, engorda, faz mal pro fígado, dá um bafo terrível, não atrai loiras bonitas como nos comerciais...então por que diabos homens têm tanto orgulho de beber (e mostrar que bebem) cerveja?

Como sei que nenhum deles irá me responder de forma convincente, aposto em uma hipótese: deve ter algo a ver com o fato de cerveja ser muito, mas muito ruim. Isso mesmo. O macho atual parece estar sempre tentando provar sua masculinidade e, talvez em sua cabecinha viajante, só homens de verdade sejam capazes de aturar aquele gosto. É algo como "bebo, logo sou macho".

Mas aí não basta saber. É preciso mostrar, falar, exalar cerveja. É preciso dizer que bebeu até cair, que foi uma grade inteira, que foi Skol e não Cerpa.
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É preciso, é preciso!
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Será? Ainda prefiro os que não bebem ou apenas bebem porque acham gostosa*.

* Eles dizem.